O problema: o downforce marca zero
Pergunte ao sim qual é o downforce e você não recebe nada. No Le Mans Ultimate, por exemplo, os canais de downforce dianteiro e traseiro existem, mas nunca são preenchidos — ficam em zero. Ou seja, uma ferramenta ingênua nem consegue te mostrar a aero-balance. A gente vai por outro caminho: em vez de perguntar pela força, a gente mede o que a força faz com o carro.
O método — a altura do carro conta a verdade
O downforce empurra o carro contra a pista; as molas comprimem; a altura do carro cai. Essa queda é observável. Numa reta plana em velocidade constante — sem frear, sem virar, aceleração lateral ≈ 0 — a única coisa esmagando o carro é a aero. Então:
Sai como um percentual relativo — robusto e sempre indicado como estimativa.
A migração — aerodinâmica ou mecânica?
Amostrado em várias velocidades, o CoP desenha uma curva. A migração dele — o quanto ele se desloca do devagar para o rápido — é o diagnóstico que um engenheiro de verdade persegue:
- A migração cresce com a velocidade → o desequilíbrio é aerodinâmico: trabalhe na altura do carro, no rake ou nas asas.
- Um desvio constante, estável em toda a faixa de velocidade → o desequilíbrio é mecânico: trabalhe nas molas ou nas ARB, não na aero.
Essa única distinção te impede de caçar um problema de aero com uma mudança mecânica — de longe o erro de setup mais comum.
Calibrar
Calculado, não entregue
Tudo isso roda no lado do servidor, dentro do plugin. O pit wall recebe só o resultado — o percentual do CoP, a migração, o veredito — marcado como estimativa. O modelo em si continua sendo nosso. Feito para o sim racing; a mesma matemática que uma equipe de corrida faz no túnel de vento.